💙 APOIE O SPINGRV

A SpingRV Notícias é um projeto independente. Sua contribuição, de qualquer valor, ajuda a manter nosso trabalho e fortalecer o jornalismo local. Além disso, contribui para que você possa acessar nosso site com uma experiência de leitura mais agradável, sem o excesso de anúncios indesejados que pode atrapalhar a navegação.

DOE QUALQUER VALOR VIA PIX

b0bd0c62-c999-4812-86ae-bf175f2ac544

DEPUTADO MÁRCIO CANELLA E EX-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL SÃO PRESOS EM OPERAÇÃO DA PF QUE INVESTIGA ESQUEMA DE R$ 7,6 BILHÕES

Investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e possíveis conexões entre agentes públicos, políticos e organizações criminosas.

Foto: reprodução

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o delegado Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos, utilizando uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também resultou na prisão de outros quatro investigados. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria contado com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional para viabilizar as atividades investigadas.


OPERAÇÃO ATINGE SETE MUNICÍPIOS FLUMINENSES

Além das prisões, os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Petrópolis e Armação dos Búzios.

A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas relacionadas à rede investigada. De acordo com as informações divulgadas pela PF, 96 postos de combustíveis fariam parte da estrutura suspeita de ser utilizada para ocultar e dar aparência legal a recursos de origem criminosa.

O montante de R$ 7,6 bilhões foi identificado a partir de informações financeiras encaminhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O valor corresponde à movimentação investigada entre 2020 e 2026, não significando, por si só, que toda a quantia tenha origem criminosa.


PF APONTA CANELLA COMO ARTICULADOR POLÍTICO DO GRUPO

Na representação encaminhada ao STF, a Polícia Federal atribui a Márcio Canella um papel de articulação entre interesses políticos, agentes públicos e o núcleo econômico investigado.

Segundo os investigadores, o parlamentar eleito teria utilizado sua influência para viabilizar nomeações estratégicas na administração pública e seria beneficiário recorrente de recursos cuja origem não foi esclarecida.

Um dos pontos centrais da investigação envolve a indicação de Marcus Amim para cargos de destaque na estrutura de segurança do estado. A PF sustenta que Canella teria articulado uma alteração legislativa na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para flexibilizar os requisitos exigidos para a nomeação de Amim, que posteriormente comandou a Polícia Civil e presidiu o Detran-RJ.

Os investigadores também apontam movimentações financeiras consideradas suspeitas. Conforme informações divulgadas pela imprensa a partir dos documentos da investigação, Canella teria recebido aproximadamente R$ 2,59 milhões em créditos bancários entre maio de 2025 e abril de 2026. Parte dos valores teria passado por uma empresa da qual ele é sócio, e a origem primária dos recursos não teria sido esclarecida pelas instituições financeiras.

Anotações apreendidas pelos investigadores também mencionariam repasses em dinheiro vivo relacionados a postos de combustíveis. A PF investiga se esses valores teriam beneficiado o núcleo político da organização.

Essas informações integram as suspeitas apresentadas pelos investigadores e ainda precisam ser examinadas no curso do processo judicial.


INVESTIGAÇÃO APURA POSSÍVEIS LIGAÇÕES COM MILÍCIAS E O COMANDO VERMELHO

Um dos aspectos mais graves da investigação envolve suspeitas de conexões entre integrantes do grupo e organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro.

Segundo informações atribuídas à representação da Polícia Federal, os investigadores identificaram possíveis vínculos com milícias e com integrantes do Comando Vermelho (CV).

Entre os elementos citados está uma suposta negociação envolvendo a retirada de barricadas para permitir a execução de obras públicas. A hipótese investigada é que traficantes teriam facilitado os trabalhos em determinadas áreas em troca de uma redução deliberada das incursões policiais e da retomada do controle territorial após a conclusão das intervenções.

A PF também aponta possíveis relações com pessoas investigadas por vínculos milicianos e menciona Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, apontado pelas autoridades como liderança miliciana.

Os investigadores examinam ainda nomeações políticas e administrativas que poderiam, em tese, favorecer interesses do grupo. As suspeitas não equivalem a uma condenação, e a responsabilidade individual de cada investigado deverá ser apurada judicialmente.


QUEM SÃO OS OUTROS PRESOS

Além de Márcio Canella e Marcus Amim, a oitava fase da Operação Unha e Carne prendeu outros quatro investigados:

  • Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo: agente da Polícia Civil citado na investigação sobre a rede de postos de combustíveis.

  • Giovanni Gaspar Fernandes: agente da Polícia Civil.

  • José Carlos Alves de Souza Júnior: apontado pelos investigadores como responsável pela gestão financeira do grupo.

  • Christiano Gaspar Fernandes: secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo e policial civil reintegrado à corporação.

A investigação também menciona possíveis relações entre integrantes da estrutura econômica e agentes públicos. No caso de Pablo Russo, a imprensa noticiou que ele seria suspeito de exercer controle sobre postos de combustíveis por meio de terceiros.

As funções atribuídas aos investigados e a extensão de suas participações são objeto de apuração.


CANELLA JÁ HAVIA SIDO PRESO EM JULHO

Esta não é a primeira vez que Márcio Canella é alvo de uma prisão no âmbito da Operação Unha e Carne.

Em julho de 2026, durante a sexta fase da investigação, ele foi preso em flagrante depois que agentes encontraram um fuzil em seu veículo. Na ocasião, Canella afirmou que a arma pertencia ao policial militar responsável por sua segurança.

Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que ele respondesse ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e a suspensão do porte de arma.

Mesmo após aquele episódio, Canella disputou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nas eleições de outubro e recebeu 197.178 votos, tornando-se o segundo candidato a deputado estadual mais votado do estado.

Agora, sua prisão preventiva ocorre em uma nova etapa da investigação, desta vez com foco nas suspeitas de lavagem de dinheiro e na possível articulação entre interesses econômicos e políticos.


O QUE DIZEM AS DEFESAS

A defesa de Marcus Amim informou, por meio do advogado Thiago Minagé, que aguarda acesso à decisão judicial e ao cliente para prestar os esclarecimentos necessários.

Já a defesa de Giovanni Gaspar Fernandes e Christiano Gaspar Fernandes declarou que ainda não havia tido acesso aos autos e que ambos ficaram surpresos com a prisão.

Em relação a Márcio Canella, informações divulgadas pela imprensa registram que sua defesa afirmou confiar na Justiça e acreditar que os fatos serão esclarecidos. A Polícia Federal e os demais órgãos responsáveis ainda deverão aprofundar as apurações, e o espaço para manifestações das defesas permanece aberto.


INVESTIGAÇÃO PODE TER NOVOS DESDOBRAMENTOS

A oitava fase da Operação Unha e Carne amplia as investigações sobre uma possível estrutura de lavagem de dinheiro que, segundo os dados financeiros analisados pela Polícia Federal, movimentou bilhões de reais por meio de empresas ligadas ao setor de combustíveis.

O caso também coloca sob investigação suspeitas de utilização de influência política, nomeações públicas e possíveis relações com grupos criminosos.

Os próximos passos dependerão da análise das provas, dos depoimentos e dos esclarecimentos apresentados pelos investigados. Até que haja decisões definitivas da Justiça, todos devem ser considerados presumidamente inocentes.

Fontes consultadas: Enfoco, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, UOL e Reuters.

Receba notícias de Niterói, São Gonçalo e Rio de Janeiro no Google Notícias

Seguir SpingRV no Google Notícias
Compartilhar matéria

Últimas sobre este tema

💙 APOIE O SPINGRV

O SpingRV Notícias é um projeto independente. Sua contribuição, de qualquer valor, ajuda a manter nosso trabalho e o jornalismo local.

DOE QUALQUER VALOR VIA PIX

b0bd0c62-c999-4812-86ae-bf175f2ac544
```

OUTRAS NOTÍCIAS

Carregando...

MAIS LIDAS DA SEMANA

CHUMBINHO E QUEROSENE EM BOLOS DE FESTA DAS CRIANÇAS LEVAM AO CANCELAMENTO DE EVENTO EM OSWALDO CRUZ

CASO MARIANA EM NOVA IGUAÇU: FAKE NEWS E AMEAÇAS DEIXAM TIOS DA MENINA COM MEDO E FORA DE CASA

FERNANDA CHOCOLATTE: DA MÚSICA AO SUCESSO NO CINEMA ADULT0

VAZA FOTOS DA NECROPSIA DO CORPO DA CANTORA MARILIA MENDONÇA

MARIANA QUEIROZ COMPLETA UMA SEMANA DESAPARECIDA EM NOVA IGUAÇU E POLÍCIA APURA CONTRADIÇÕES

LIBERDADE CANTOU: SUZANE RICHTHOFEN ESTÁ LIVRE DA PRISÃO

TENENTE JARDIM: ENQUANTO ENTIDADES DO BAIRRO, LÍDERANÇAS COMUNITARIAS, E MORADORES QUEREM A REABERTURA DO CIEP425, O ESTADO PERMANECE DE OLHOS FECHADOS

APAGÃO DEIXA MORADORES DA TRINDADE, EM SÃO GONÇALO, SEM LUZ APÓS CHUVA INTENSA

HOMEM TEM A MÃO ARRANCADA APÓS DETONAR GRANADA DURANTE CONFRONTO NA GARDÊNIA AZUL

CURIOSIDADE: UMA DA PIORES TRAVESSIAS DA BARCA APOSENTADA, MARTIN AFONSO